esse seu semblante sério
não acrescentará peso
ao seu passo semi-etéreo
quinta-feira, 8 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
aniversário da vó
me enrosco nos fiapos de papel
das balinhas de coco
e o olho brilha:
no meio deles tem outra
balinha de coco
bala delícia
derrete na boca
e minha vó adora...
a dentadura não deixa
mastigar caramelo
sorri amarelo
das balinhas de coco
e o olho brilha:
no meio deles tem outra
balinha de coco
bala delícia
derrete na boca
e minha vó adora...
a dentadura não deixa
mastigar caramelo
sorri amarelo
segunda-feira, 5 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
pára bens
não me encham o saco
nesta minha nova idade...
"parabéns" não tem nada a ver
com processo de interdição
por senilidade
(perco seguidor, mas... kkkk) :o)
nesta minha nova idade...
"parabéns" não tem nada a ver
com processo de interdição
por senilidade
(perco seguidor, mas... kkkk) :o)
quarta-feira, 31 de março de 2010
nem que tenha que sujar
as mãos
nem que tenha que contar
seus "nãos"
nem que venha a me sentir
um monge
nem que venha a sussurrar
de longe
nem que tenha que pagar
a língua
nem que tenha que me ver
à míngua
nem que seja numa lua
cheia
nem que seja pr’uma volta
ou meia
nem que venha a me fazer
garboso
nem que tenha que sorrir
nervoso
nem que acabe por verter
em dor
nem que venha a desbotar
a cor
nem que passe a remexer
escombros
nem que seja para dar
de ombros
nem que tenha que morrer
na praia
nem que passe a ser da sua
laia
nem que tenha que cortar
os pulsos
nem que venha a reprimir
impulsos
nem que seja pra perder
o trem
nem que seja pra dizer
que vem
nem que tenha que engolir
o choro
nem que tenha que gritar
em coro
nem que tenha que rasgar
a roupa
nem que queira jogar fora
a polpa
nem que seja pra cantar
de galo
nem que seja pra quebrar
no talo
nem que queira caçoar
me ouça
já que sou quem vai lavar
a louça
no momento pelo qual
me calo
as mãos
nem que tenha que contar
seus "nãos"
nem que venha a me sentir
um monge
nem que venha a sussurrar
de longe
nem que tenha que pagar
a língua
nem que tenha que me ver
à míngua
nem que seja numa lua
cheia
nem que seja pr’uma volta
ou meia
nem que venha a me fazer
garboso
nem que tenha que sorrir
nervoso
nem que acabe por verter
em dor
nem que venha a desbotar
a cor
nem que passe a remexer
escombros
nem que seja para dar
de ombros
nem que tenha que morrer
na praia
nem que passe a ser da sua
laia
nem que tenha que cortar
os pulsos
nem que venha a reprimir
impulsos
nem que seja pra perder
o trem
nem que seja pra dizer
que vem
nem que tenha que engolir
o choro
nem que tenha que gritar
em coro
nem que tenha que rasgar
a roupa
nem que queira jogar fora
a polpa
nem que seja pra cantar
de galo
nem que seja pra quebrar
no talo
nem que queira caçoar
me ouça
já que sou quem vai lavar
a louça
no momento pelo qual
me calo
dança das máscaras
| :o))o:|
|:o((o: |
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| :o))o:|
agora de mãos dadas
...:o))o::o((o::o))o::o((o::o))o::o((o::o))o:...
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agora de mãos dadas
...:o))o::o((o::o))o::o((o::o))o::o((o::o))o:...
brinde
vamos levantar um brinde
para o fim de tudo:
não quero mais olhar pra frente...
a esperança é o alimento do futuro
sendo o puro veneno do presente
para o fim de tudo:
não quero mais olhar pra frente...
a esperança é o alimento do futuro
sendo o puro veneno do presente
segunda-feira, 29 de março de 2010
comunhão
a amizade
tem uma santíssima trindade:
beijo,
abraço
e palavrão
tem de ter
senão, é não...
e que se amem,
amém!
(que se fodam também rsrsrs) :o)
tem uma santíssima trindade:
beijo,
abraço
e palavrão
tem de ter
senão, é não...
e que se amem,
amém!
(que se fodam também rsrsrs) :o)
domingo, 14 de março de 2010
medalha
fica aí o meu conselho:
o seu tesouro
é ver o ouro
pela prata do espelho
(pra minha amiga "I", que não pediu o conselho, mas peço licença poética) :o)
o seu tesouro
é ver o ouro
pela prata do espelho
(pra minha amiga "I", que não pediu o conselho, mas peço licença poética) :o)
sexta-feira, 12 de março de 2010
e agora...
em terra sem eira nem beira
uma nuvem carpideira
lava as cinzas da quarta-feira
(fim do carnaval de 2008 em ouro preto) :o)
uma nuvem carpideira
lava as cinzas da quarta-feira
(fim do carnaval de 2008 em ouro preto) :o)
sexta-feira, 5 de março de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
impressões
na morte lenta desse longo casamento
por um momento um filme veio à mente
amargar tão e somente cenas pungentes
cujas lentes se mostraram embaçadas
com as digitais do câmera "acaso":
para nós, provas de um crime
arte sublime, em todo caso
(pra Jujuba, amiga especialíssima) :o)
por um momento um filme veio à mente
amargar tão e somente cenas pungentes
cujas lentes se mostraram embaçadas
com as digitais do câmera "acaso":
para nós, provas de um crime
arte sublime, em todo caso
(pra Jujuba, amiga especialíssima) :o)
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
piada
numa tenra idade
aprendi a rir
sem ter vontade
(pra figura que fez eu me rir, aos 8 anos de idade) :o|
aprendi a rir
sem ter vontade
(pra figura que fez eu me rir, aos 8 anos de idade) :o|
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
sentimento-mor
um grande amigo me contou
sobre o caso entre a-mor
e seu companheiro o-mor
me permiti rir de graça
de incondicional favor
(pro meu amigo Bruno, que me contou isso aí) :o)
sobre o caso entre a-mor
e seu companheiro o-mor
me permiti rir de graça
de incondicional favor
(pro meu amigo Bruno, que me contou isso aí) :o)
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
(momento prosa)
São 5 da tarde. Ontem aconteceu uma cena que achei muito interessante:
Tava curtindo a piscina aqui do prédio mais ou menos nesta mesma hora. Minha amiga Ju tava comigo, e haviam duas meninas de mais ou menos 10 anos de idade brincando pra valer.
Depois de um tempo, percebemos que umas 3 crianças na faixa de 4, 5 e 6 anos chegaram correndo até o portão da piscina e pararam. Justamente nesse momento, uma das tais 2 meninas (que já estavam lá) deu um pulo na piscina. A mãe das criancinhas menores chegou correndo, pensando que uma delas tinha pulado e comentou com a gente que tinha levado um susto. Conversamos um pouquinho e ela resolveu deixar o portão da piscina fechado, para que as crianças não entrassem. E se foi para a portaria, de onde eu ainda a conseguia avistar.
A criancinha maior e a menor ficaram olhando a água pelas grades do portão, morrendo de vontade de entrar, e tentaram passar pelas grades - até conseguiriam -, mas desistiram.
A menina maior se afastou um pouco do portão e bateu o pé numa pequena poça de água que tinha ali, contentando-se com isso. E aí se foram pra junto da mãe.
Um tempo depois, alguém chegou e abriu novamente o portão.
A Ju e eu estávamos conversando, quando vi que a criancinha maior (a mesma da poça) chegou correndo, como se tivesse avistado o portão aberto e estivesse aproveitando a oportunidade. Comentei isso com a Ju. Mas o que aconteceu foi o seguinte: a menina parou no portão e fechou-o bem devagar, indo embora em seguida.
Pouco depois, a mãe de uma das 2 meninas de 10 anos chegou e falou rispidamente com ela para que se enxugasse, para ir embora logo, pois já tava na hora. O clima de diversão que as duas estavam mantendo morreu de uma forma tão gritante que a Ju e eu não pudemos deixar de comentar a situação.
Sabíamos que não tinha nada a ver com o fato de estarem indo embora... e sim com o respeito que os pais tem pela diversão de seus filhos.
triste criança
aprendeu a sorrir
fechando a porta
que deseja abrir
São 5 da tarde. Ontem aconteceu uma cena que achei muito interessante:
Tava curtindo a piscina aqui do prédio mais ou menos nesta mesma hora. Minha amiga Ju tava comigo, e haviam duas meninas de mais ou menos 10 anos de idade brincando pra valer.
Depois de um tempo, percebemos que umas 3 crianças na faixa de 4, 5 e 6 anos chegaram correndo até o portão da piscina e pararam. Justamente nesse momento, uma das tais 2 meninas (que já estavam lá) deu um pulo na piscina. A mãe das criancinhas menores chegou correndo, pensando que uma delas tinha pulado e comentou com a gente que tinha levado um susto. Conversamos um pouquinho e ela resolveu deixar o portão da piscina fechado, para que as crianças não entrassem. E se foi para a portaria, de onde eu ainda a conseguia avistar.
A criancinha maior e a menor ficaram olhando a água pelas grades do portão, morrendo de vontade de entrar, e tentaram passar pelas grades - até conseguiriam -, mas desistiram.
A menina maior se afastou um pouco do portão e bateu o pé numa pequena poça de água que tinha ali, contentando-se com isso. E aí se foram pra junto da mãe.
Um tempo depois, alguém chegou e abriu novamente o portão.
A Ju e eu estávamos conversando, quando vi que a criancinha maior (a mesma da poça) chegou correndo, como se tivesse avistado o portão aberto e estivesse aproveitando a oportunidade. Comentei isso com a Ju. Mas o que aconteceu foi o seguinte: a menina parou no portão e fechou-o bem devagar, indo embora em seguida.
Pouco depois, a mãe de uma das 2 meninas de 10 anos chegou e falou rispidamente com ela para que se enxugasse, para ir embora logo, pois já tava na hora. O clima de diversão que as duas estavam mantendo morreu de uma forma tão gritante que a Ju e eu não pudemos deixar de comentar a situação.
Sabíamos que não tinha nada a ver com o fato de estarem indo embora... e sim com o respeito que os pais tem pela diversão de seus filhos.
triste criança
aprendeu a sorrir
fechando a porta
que deseja abrir
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